LEISHMANIOSE
VISCERAL CANINA: PATOGENIA
A Leishmaniose
é uma enfermidade infecciosa não contagiosa e causada por diferentes
espécies de Protozoários do gênero Leishmania.
As leishmanioses
são divididas em dois grandes grupos:
Leishmaniose Tegumentar (leishmaniose cutânea, mucocutânea e cutânea
difusa) e o grupo que causa a Leishmaniose Visceral (SLAPPENDEL et al., 1990)
A Leishmaniose Cutânea fica restrita a região da pele.
A Leishmaniose
Visceral, esse protozoário se dissemina pelas vísceras.
É uma
Zoonose, na verdade é uma Antropozoonose. Então ela pode passar
do homem para o cão, e do cão para o homem.
E
COMO É O MODO DE TRANSMISSÃO DESSE PROTOZOÁRIO?
Ele precisa
de um hospedeiro invertebrado que é o inseto vetor, conhecido como FLEBOTOMINEO.
Esse inseto vetor é muito pequeno e ele tem hábitos de maior frequência
no crepúsculo, que é ao amanhecer, ao anoitecer e de madrugada.
A fêmea desse inseto se alimenta de sangue e sai para picar. Uma vez contaminada
ela acaba transmitindo esse protozoário.
Então a forma de transmissão é através desse inseto
vetor conhecido como FLEBOTOMINEO.
A espécie
incriminada no Brasil pela transmissão desse protozoário , a Leishmania,é
a LUTZOMYA LONGIPALPIS e a LUTZOMYA CRUZI, mas se tem pesquisas aventando a
hipóteses de outros insetos vetores transmitindo essa enfermidade.
Uma vez no cão, ele é portador dessa enfermidade.
QUAIS
SÃO OS SINTOMAS E SINAIS CLÍNICOS MAIS COMUNS?
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Pode-se observar lesões em pele, dermatológicas,
como feridas ulcerativas, como se fosse uma caspa, que denominamos
DESCAMAÇÃO FURFURÁCEA. |
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Lesões principalmente em ponta de orelha e também
em volta dos olhos. |
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Regiões onde podem ocorrer a perda de pelo. |
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Essas são
as principais lesões dermatológicas que essa enfermidade pode
provocar no cão.
OUTROS
SINAIS E SINTOMAS
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Aumento das ínguas, que são os linfonodos |
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Aumento do baço e do fígado |
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E principalmente o crescimento exagerado das unhas |
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Além do emagrecimento que é um emagrecimento
progressivo. |
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Essas são
as principais manifestações que essa doença pode causar
no seu cão.
DIAGNÓSTICO
É realizado
através do exame sorológico e também da identificação
do próprio protozoário em tecido linfoides ou até na pele.
PREVENÇÃO
Com relação
a prevenção dessa enfermidade, o que podemos fazer primeiro é
deixar os locais onde temos material orgânico em putrefação
limpos.
Por exemplo,
quintais com árvores, muitas folhas, temos que deixar esse local bem
limpo, eliminar essas folhas que vão entrar em decomposição
para não criar um ambiente propicio a multiplicação desse
Flebotominio, desse inseto que transmite a Leishma ???U?%??????niose.
Nós
podemos manter o cão em espaço recluso, fechado e telado principalmente
durante o período que o Flebotominio sai para realizar a alimentação
com o sangue (repasto sanguíneo).
Precisamos deixar esse cão numa casinha telada ou dentro de casa, que
também é telada para evitar a exposição do nosso
animal ao Flebotominio.
Outra coisa
que podemos fazer é utilizar inseticida como repelentes para evitar que
o Flebotominio chegue até o cão.
Temos varias
coleiras impregnadas com inseticidas, repelentes, que podem ser usadas.
Temos plantas como a Citronela, que também podemos utilizar e pode ajudar
na prevenção, e também nós temos que oferecer uma
alimentação adequada .
Manter sempre
o animal bem nutrido para evitar que ele tenha uma queda no sistema imunológico,
e esse organismo fique mais suscetível a apresentação da
enfermidade.
A coleta do
lixo, todos temos que nos unir para deixar o seu espaço limpo. Não
adianta a pessoa ter todo cuidado e uma pessoa vizinha não ter, porque
esse mosquito pode passar de uma casa a outra facilmente, e ai transmitir a
enfermidade.
Através
dessa educação e da prevenção é
que nós vamos ter o controle maior dessa enfermidade, que
é fatal para os cães e também para os humanos.
Prof.
Dr. Marcio Antonio Batistela Moreira
marcio@hemovet.com.br
Universidade
Anhembi-Morumbi
HEMOVET